sábado, 3 de março de 2012


Mapin encontra sua turma


Em um lindo dia de sol na floresta Amazônica, enquanto Mapin brincava, seus pais caçavam ali perto, eles estavam muito concentrados. Com a dificuldade de encontrar alimentos, por causa dos desmatamentos e queimadas, os animais que servem de alimentos para eles estão ficando cada vez mais difíceis de encontrar, e exigem mais astúcia que antes, quando era tudo bem mais fácil. 


Tanto Mapin quanto seus pais não percebem uma grande chuva que se aproxima de onde eles estão, o pequeno Mapin como qualquer criança está brincando com tudo que pode e está muito distraído para perceber perigos dessa natureza. Então, como que do nada a chuva começa com muita força, Mapin não sabe o que fazer, pois brincando se afastou muito de onde estavam seus pais. Sua mãe desesperada grita para chamá-lo, mas o barulho que a chuva faz na mata é muito alto e nosso pequeno peludo não ouve os gritos de sua mãe, nesse momento uma árvore cai rio acima fazendo uma pequena represa.


Mapin não consegue voltar pulando o rio que já está bem mais largo do que antes, fica na margem gritando por sua mãe. Rio acima a árvore que fazia uma pequena represa não suporta mais a força da água e se parte, com o volume muito grade de água descendo rio abaixo. Sem saber do perigo que está chegando, Mapin desesperado tenta atravessar o rio mesmo cheio do jeito que está para encontrar logo seus pais na outra margem, o grande volume de água que desce pega o pequeno de surpresa e o leva com violência rio abaixo até encontrar um rio ainda mais largo e mais rápido que o outro, agora Mapin está lutando por sua vida e tentando ficar flutuando na água.  


Um pouco longe dali, rio abaixo.
O pequeno índio Kauê brinca na floresta com seus dois amigos, Jéca e Peralta. O primeiro é um jacarezinho que fala engraçado, o outro é um macaquinho muito danado que não dá ponto sem nó, no meio da brincadeira o Peralta diz:
- Kauê é melhor tú subires em uma árvore, vai cair um toró...
Kauê: - É verdade Peralta, tu não estais brincando?
Peralta: - Não! Tá tudo preto rio acima, e deve ser daquela que o Jéca adora pra brincar de nadar no meio das árvores mais baixas.
Jéca: - Obá, intão vamo brincar junto na água? Eu megulho ocês até o fundo du rio para vê quem tem mais fôlogo, tá bom?”
- Tu só queres brincar disso porque o teu fôlego é melhor que o nosso, assim não dá, vamos brincar quem sobe mais rápido naquela árvore? Com essas patinhas não sobe nem na goiabeira, disse rindo Peralta.
- Vocês vivem desafiando um ao outro, sendo que cada um é bom naquilo que o outro não é, vamos atravessar o rio! Peralta vai na costa do Jéca e eu vou nadando, disse sério Kauê.
Peralta: - Cuidado comigo, não vai me derrubar!
Ocê é besta, eu sô o mior nadador dessas banda! Jéca afirmou!


Assim eles foram para o outro lado do rio, chegando lá começaram a brincar novamente, criança é igual em todo lugar, já esqueceram a chuva forte que o Peralta tinha avisado que estava chegando, e chegou. Kauê subiu em uma árvore na margem do rio junto com o Peralta, e ficaram olhando o Jéca se divertindo e desafiando os dois a toda hora para mergulhar no fundo do rio. Peralta esperto do jeito que é consegue vê alguma coisa boiando no meio do rio:
- O que é aquilo?
- Aquilo o que? Pergunta Kauê.
- Aquele negócio boiando no rio, tu ainda não viu?
- Tô vendo Peralta! Parece uma canoa virada, vamos dizer para o Jéca ver o que é, Jéca, Jéca!


Jéca responde:
- O que ocê qué?
- Tem alguma coisa passando na correnteza do rio, vá até lá e veja se pode servir pra gente brincar.
Então o Jéca saiu em disparada para pegar um novo brinquedo pra eles, quando chegou perto ficou muito assustado com o que vira, não sabia o que fazer com aquele bichão enorme, voltou para os dois amigos e disse:
- Tem um pexão pêludo na água!
Kauê: - Porque tu não falaste com ele?
- Eu em sô?! ele tem uma bocona (boca grande)!


- Vamos lá vê o que é, Peralta, segue a gente pelas árvores!
Kauê e Jéca foram o mais rápido que puderam, quando chegaram próximo, Kauê viu que era um animal peludo, com ajuda do Jéca rebocou para a margem pra ver se ainda estava vivo, chegando em terra firme, começou a olhar aquele bichão enorme com um olho só, uma boca grande na barriga, pensou, que já havia ouvido falar daquele bicho, quando o Peralta chegou foi logo dizendo:
- isso é um Mapinguari.
- É isso, disse Kauê - Meu pai disse que era assim, eu pensava que era maior.
- Cof, cof, cof!
Todos correram!!!




Em breve na aba "Livro - Turma do Mapin" mais capitulos

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